A ARTE VISCERAL DA PORTUGUESA TAMARA ALVES

Nascida em Lisboa, Tamara Alves tem formação em Artes Plásticas pela Escola Superior de Arte e Design (ESAD), nas Caldas da Rainha, e mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde apresentou uma das primeiras dissertações de tese sobre ativismo plástico em contexto urbano, intitulada “Public Activism in the Urban Context”.

Filha de artistas, começou a pintar quando ainda era criança. Hoje tem um trabalho multifacetado, como muralista, desenhista, tattoo artist e DJ. Com uma natureza complexa e distante de padrões pré-estabelecidos, Tamara usa diferentes suportes para sua arte, desde a pele em que tatua até muros ou pincéis digitais. Mas essas atividades, em princípio tão diferentes, funcionam como uma espécie de catalisador para suas ideias, seu estilo e suas criações.

Fascinada pela arte contextual, realizada fora de locais convencionais como museus ou galerias, Tamara diz que a palavra que melhor define seu trabalho é “Visceral”, e explica que gosta sempre de trabalhar com temas fortes, impactantes diretos e contundentes para falar de amor, do mesmo modo que acontece na poesia beat, uma de suas influências, que também incluem a música de Patti Smith, os filmes de David Cronenberg, e a urbanidade de Birmingham, cidade onde morou por algum tempo.

Com um trabalho consistente, que pode ser apreciado por todo o país, nas duas últimas décadas Tamara participou de inúmeras coletivas, projetos, intervenções e individuais, e hoje é reconhecida como uma das principais artistas femininas de Portugal.

 

Crédito das fotos: Instagram @tamara_aalves