CONHEÇA O MIL – LISBON INTERNATIONAL MUSIC NETWORK

Você conhece o MIL – Lisbon International Music Network? O renomado festival e convenção internacional foi criado com o objetivo de promover, valorizar e impulsionar a internacionalização da música popular contemporânea, antecipando tendências e provocando o debate sobre o futuro da música e da cultura.

A primeira edição, que aconteceu em 2017, teve 52 shows, incluindo apresentações dos brasileiros Theo Werneck e Luca Argel, e uma grande representatividade de países lusófonos com artistas como os cabo-verdianos Banda B´Leza, Cachupa Psicodélica, e Celeste Mariposa, vários artistas portugueses como B Fachada, que se apresentou aqui na primeira edição do Fixe, assim como a luso-moçambicana Selma Uamusse, além de artistas oriundos de vários países europeus como Itália, Luxemburgo, Reino Unido, Bélgica e França. O evento teve também uma série de debates e conferências, entre as quais “Brazil: 210 million people you don’t know, but you should”, que teve a participação de Fabiana Batistela, diretora geral da SIM São Paulo e do Festival FIXE, que participou de todas as três edições do evento.

A segunda edição do MIL Lisboa ampliou seu campo de ação com artistas de diversos países, entre os quais o angolano Diron Animal, Banda B.Leza, de Cabo Verde, Mokri e Dark Times, da Noruega, o som poderoso dos franceses do KoKoMo, Captain Casablanca da Dinamarca, os espanhóis do The Zephyr Bones, o duo nórdico When ‘Airy Met Fairy, L.Teez & Aeon Seven, do Canadá, Black Snake Moan, da Itália, além de inúmeros artistas portugueses como Capitão Fausto, The Poppers, Legendary Tigerman Whales, e brasileiros como o Boogarins, Maurício Takara e Ricardo Dias Gomes. Essa edição teve ainda a exibição dos  documentários Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 94, sobre o selo criado pelo produtor Carlos Eduardo Miranda junto com os Titãs, e Time Will Burn, sobre a cena alternativa brasileira dos anos 90.

A programação do festival contou também com um evento de apresentação do Festival Bananada, conduzido por seu diretor Fabrício Nobre, e outro dedicado à SIM São Paulo, uma entrevista com o produtor português José Fortes, uma interessante discussão “Hip Hop: Porque Continuamos A Não Falar Sobre Isto?”, assim como “Rethinking the digitalization of music: are streaming services providing another way of being indie?”, com a participação de profissionais europeus da indústria da música, e mesas que discutiram o jornalismo musical, turnês, música e ativismo, o papel dos agentes, o mercado brasileiro de música a importância das casas de show, entre outros assuntos e ainda dois speed meetings com profissionais brasileiros e espanhóis.

A última edição do festival aconteceu em 2019, reafirmando sua vocação internacional com 78 shows de 265 artistas de 17 países, incluindo representantes da Georgia, México, Taiwan, Moçambique, Angola, São Tome é Príncipe e Islândia. Entre os portugueses estavam o DJ Marfox e a cantora Amaura, que também se apresentaram no Festival FIXE.

Jaloo, Edgar, Badsista, Letrux e PATRICKØR4 foram alguns dos representantes brasileiros no evento, que teve também uma conversa com o produtor Pena Schmidt e a conferência “Next Destination: São Paulo” entre as 69 conversas, masterclasses, workshops, apresentações e encontros promovidos nesta edição, que trataram de assuntos como produção musical, lusofonia, interação com fãs, merchandising, estratégias, blockchain, música pop brasileira, curadoria, monetização, selos musicais e ainda a importância de cidades como Luanda (AO) e Taipei (TW)

Devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a edição do ano passado acabou sendo cancelada, mas a quarta edição do festival já está confirmada e acontece entre os dias 15 e 17 de setembro de 2021. Os ingressos já estão à venda com preços entre 25 e 70 euros.

Mas se você é um artista, ou se tem uma banda, pode se inscrever para participar do festival. As inscrições estão abertas até o dia 15 de junho e podem ser feitas aqui nesse link.

Participar de um evento como esse é sempre uma ótima ideia, afinal é um ponto de encontro de centenas de artistas e profissionais da música e da cultura de várias partes do mundo e uma excelente oportunidade para fechar negócios, colaborações e intercâmbios.

Falta apenas saber se com toda a incerteza da pandemia quais serão as exigências para estrangeiros poderem entrar em Portugal. Mas diante de uma oportunidade como essa, vale a torcida e a tentativa.