COMO FOI O PRIMEIRO DIA DO FIXE

A primeira edição do Festival FIXE começou ontem com o lançamento de uma mostra de cinema lusófono com filmes produzidos em Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Cabo Verde que estarão disponíveis gratuitamente até o dia 20 de maio em parceria com a plataforma TodesPlay. Para saber como assistir os filmes clique aqui, e para conhecer todos os filmes disponíveis acesse a nossa programação.

O debate Nossa língua – Insurgências na literatura produzida em português, que aconteceu às 16h, foi o primeiro evento da edição.  Três autores, Kalaf Epalanga (AO), Yovanka Paquete Perdigão (GW) e Márcia Kambeba (BR), se encontram para conversar sobre questões que vão desde seus processos de criação até as implicações de escrever na língua do colonizador. A conversa teve a mediação de Rosane Borges(BR), que apresentou contextos e apontou questões pertinentes não somente sobre a escrita mas também sobre o papel de cada um deles enquanto agentes de reflexão sobre o mundo que vivemos, migração e relação com território e fronteiras. fiquem ligados que no final do debate tem dicas de todos convidados sobre alguns títulos e autores que marcaram suas vidas!

Às 18h aconteceu o Ateliê de Moda: Origens da capulana e diáspora africana, com participação das estilistas Tenka Dara (BR) e Wacy Zacarias (MZ). Nessa primeira conversa vemos como a moda perpassa questões da história. Através das capulanas elas debatem ancestralidade, territórios, identidade e decolonização criando relações com música, religião e costumes. Hoje poderemos seguir nesse diálogo com elas no ateliê 2 que acontecerá às 18h


E às 20h, encerrando a programação do primeiro dia do festival, aconteceu outro debate: Streaming diverso para conectar a lusofonia, com as participações de Licínio Januário (AO) – WoloTV e Rafael Ferreira (BR) – TodesPlay/APAN. A mediadora Day Rodrigues conduziu o debate apresentando seu lugar de fala enquanto realizadora e pesquisadora criando um ambiente para os convidados compartilharem suas histórias pessoais e relfexões sobre o fazer e a distribuição audiovisual, passando pela demanda de trabalhos de formação de público e dos programadores e curadores, assim como a necessidade de criarmos mais janelas de exibição. Licínio trouxe também questões interessantes sobre como a produção brasileira influencia outros países lusófonos num lugar de referência e projeção.

A programação do festival continua até o próximo domingo, dia 9 de maio. Para saber como acompanhar acesse esse link.