KWAME SOUSA, UM DOS PRINCIPAIS ARTISTAS VISUAIS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Com pouco mais de 40 anos de idade, Kwame Sousa é um dos principais nomes das artes visuais de São Tomé e Príncipe. Artista multidisciplinar, começou sua carreira estimulado por amigos pouco antes de entrar para universidade, e em 2000, aos 20 anos, já tinha trabalhos expostos em uma galeria de arte local.

2001 foi um ano decisivo para o artista. Após participar do projeto da II Bienal de Artes de São Tomé e Príncipe, começou um período de descobertas em que conviveu com inúmeros artistas, ampliou sua rede de contatos, participou de workshops e desenvolveu muitas das suas técnicas e amadureceu sua própria linguagem artística. Pouco tempo depois, em 2003, iniciou sua formação acadêmica em Portugal, participou de inúmeras exposições em várias partes do mundo e, em 2014, participou da Bienal de Arquitetura de Veneza e do Festival de Cinema de Lisboa com o vídeo Mionga House, realizado em colaboração com a artista Rene Tavares, um curta que lançava um olhar sobre a arquitetura colonial, e contemporânea e as implicações sócio-culturais na África lusófona.


Hoje, reconhecido como um dos artistas visuais mais influentes da aualidade, usa seu prestígio em colaborações com o projeto “Casa das Artes Criação Ambiente e Utopia” (CACAU) e Fundação Roça Mundo, ambas em São Tomé e Príncipe, com a galeria “Zero Point Art” de Cabo Verde, e com o portal BUALA, dedicado à cultura dos países lusófonos.


Além disso, Kwame criou a Fundação Mionga Vantxi e recentemente abriu a primeira escola de artes visuais de seu país, o Ateliê M – Escola Informal de Artes Visuais, totalmente financiada com recursos vindos das vendas de suas obras e que oferece formação gratuita por acreditar no potencial social e humano da arte, na capacidade do desenvolvimento da auto-estima e da identidade cultural e capacidade econômica, além de estimular o diálogo, o intercâmbio cultural.

 

Créditos das fotos: Instagram @kwamesousa