O INDIE TUGA DO CASSETE PIRATA

Quando se fala em música alternativa, as referências imediatas são as bandas inglesas e americanas. Talvez por isso, muitas vezes quando se fala de rock português apenas bandas clássicas como Xutos & Pontapés ou GNR sejam citadas. No entanto existem inúmeras bandas, dos mais variados estilos e gêneros, que fazem parte de uma cena vibrante, conhecida como Indie Tuga. Uma curiosidade é que muitas delas acabam cantando em inglês, como é o caso da excelente 10000 Russos, que hoje faz parte do cultuado selo de psych rock britânico Fuzz Club. Entre as que optaram pelo português, uma das bandas mais promissoras é o Cassete Pirata.

Formado há cerca de seis anos em Lisboa, o quinteto composto por João Firmino (Pir), vocalista e principal compositor da banda, João Pinheiro (bateria), António Quintino (baixo) e as vocalistas e tecladistas Margarida Campelo e Joana Espadinha lançou o primeiro disco, A Montra, em 2018. Embora tenham formação jazzística, aqui os músicos mostram um outro lado, com uma sonoridade que junta elementos do rock, pop e psicodelia, com músicas bem estruturadas que certamente merecem a atenção que estão alcançando.

Recentemente a banda lançou A Pirâmide, primeiro single do novo álbum, A Semente, que tem lançamento prometido para o final de 2021, quando aparentemente os shows presenciais já estarão acontecendo, pelo menos na Europa. Com guitarras mais barulhentas, um refrão bem construído e ótimos vocais, a música marca o retorno da banda e aumenta as expectativas sobre o novo álbum e a retomada da trajetória paralisada pela pandemia.