A REABERTURA DO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

O Museu da Língua Portuguesa foi reaberto oficialmente no último sábado, 31 de julho, após quase seis anos fechado por consequência de um incêndio. A cerimônia contou com a presença de representantes de países lusófonos, como o ministro da Cultura de Angola, Jomo Francisco Fortunato, e os presidentes de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, e de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, que agraciou a instituição com a primeira medalha da Ordem de Camões, condecoração portuguesa criada recentemente e que foi oferecida à instituição por sua importância. “É esse futuro que em nome de Portugal e de todos os portugueses celebro, agraciando o Museu da Língua Portuguesa com uma ordem honorífica acabada de criar, em junho”, disse o presidente, que completou: “Este museu será o primeiro dos primeiros galardoados. Este museu, que o mesmo é dizer este São Paulo, este Brasil e esta língua portuguesa que nos une por todo o mundo”. Entre as autoridades brasileiras presentes estavam os ex-presidentes brasileiros Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, o governador João Dória e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. O atual presidente brasileiro não compareceu à cerimônia.

O museu esteve fechado desde dezembro de 2015 quando um incêndio destruiu parte de seu acervo e suas instalações. Durante esse tempo, a reforma consumiu mais de 85 milhões de reais, e foi feita com acompanhamento e aprovação de órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico como o Iphan, Condephaat e Conpresp e incluiram diretrizes de sustentabilidade e melhorias na infraestrutura de segurança.

A reabertura traz algumas novidades, como a exposição Linguas do Mundo, onde podem ser ouvidos mais incluindo mais de 23 idiomas relacionados com a língua portuguesa, entre eles o yorubá, quimbundo, quéchua e o guarani-mbyá. Já os diferentes sotaques dos países lusófonos e das diversas regiões do Brasil, podem ser conhecidos nas instalações Falares e Nós da Língua Portuguesa.

Outra novidade é o terraço localizado no terceiro andar do prédio que presta uma homenagem a Paulo Mendes da Rocha, um dos maiores arquitetos brasileiros, que morreu recentemente aos 92 anos e foi o autor do projeto original do museu junto com seu filho Pedro Mendes da Rocha.

As instalações Palavras Cruzadas, com línguas que influenciaram o português no Brasil e a Praça da Língua, que oferece um espetáculo audiovisual imersivo, e que sempre foram queridas do público continuam no acervo. A retomada das atividades conta também com uma exposição temporária, Língua Solta, que conecta arte à política, vida em sociedade, arte, religião e protestos ancorados no uso do português.

O museu está localizado no centro de São Paulo, na Praça da Luz, s/nº, Portão 1 (Acesso pela Estação da Luz) e recebe visitantes de terça a domingo, das 9h30 às 16h30. Por conta da epidemia da Covid-19 e da necessidade de distanciamento social e dos protocolos de segurança sanitária, é necessário comprar os ingressos antecipadamente, com dia e hora da visita marcados. O valor é de R$20 e a meia entrada R$10. Aos sábados, a entrada é grátis, mas também é necessário o agendamento no site oficial.

 

Créditos das fotos:

Foto de destaque: Mrsandman Creative Commons

Fotos da matéria: site museudalinguaportuguesa.org.br